Paulo Leminski


Paulo Leminski

Curitiba, 24 de agosto de 1944 — Curitiba, 7 de junho de 1989

Filho de Paulo Leminski e Áurea Pereira Mendes. Mestiço de pai polonês com mãe negra, Paulo Leminski Filho sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito. É dono de uma extensa e relevante obra. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos, ou brincando com ditados populares.

Em 1958, aos catorze anos, foi para o Mosteiro de São Bento em São Paulo e lá ficou o ano inteiro.

Participou do I Congresso Brasileiro de Poesia de Vanguarda em Belo Horizonte onde conheceu Haroldo de Campos, amigo e parceiro em várias obras. Leminski casou-se, aos dezessete anos, com a desenhista e artista plástica Neiva Maria de Sousa (da qual se separou em 1968).

Estreou em 1964 com cinco poemas na revista Invenção, dirigida por Décio Pignatari, em São Paulo, porta-voz da poesia concreta paulista.

Em 1965, tornou-se professor de História e de Redação em cursos pré-vestibulares, e também era professor de judô.

Classificado em 1966 em primeiro lugar no II Concurso Popular de Poesia Moderna.

Casou-se em 1968 com a também poetisa Alice Ruiz, com quem viveu durante vinte anos. Algum tempo depois de começarem a namorar, Leminski e Alice foram morar com a primeira mulher do poeta e seu namorado, em uma espécie de comunidade hippie. Ficaram lá por mais de um ano, e só saíram com a chegada do primeiro de seus três filhos: Miguel Ângelo (que morreu com dez anos de idade, vítima de um linfoma). Eles também tiveram duas meninas, Áurea (homenagem a sua mãe) e Estrela.

De 1969 a 1970 decidiu morar no Rio de Janeiro, retornando a Curitiba para se tornar diretor de criação e redator publicitário.

Dentre suas atividades, criou habilidade de letrista e músico. Verdura, de 1981, foi gravada por Caetano Veloso no disco Outras Palavras. A própria bossa nova resulta, em partes iguais, da evolução normal da MPB e do feliz acidente de ter o modernismo criado uma linguagem poética, capaz de se associar com suas letras mais maleáveis e enganadoramente ingênuas às tendências de então da música popular internacional. A jovem guarda e o tropicalismo, à sua maneira, atualizariam esse processo ao operar com outras correntes musicais e poéticas. Por sua formação intelectual, Leminski é visto por muitos como um poeta de vanguarda, todavia por ter aderido à contracultura e ter publicado em revistas alternativas, muitos o aproximam da geração de poetas marginais, embora ele jamais tenha sido próximo de poetas como Francisco Alvim, Ana Cristina César ou Cacaso. Por sua vez, em muitas ocasiões declarou sua admiração por Torquato Neto, poeta tropicalista e que antecipou muito da estética da década de 1970.

Na década de 1970, teve poemas e textos publicados em diversas revistas - como Corpo Estranho, Muda Código (editadas por Régis Bonvicino) e Raposa. Em 1975 - e lançou o seu ousado Catatau, que denominou "prosa experimental", em edição particular. Além de poeta e prosista, Leminski era também tradutor (traduziu para o castelhano e o inglês alguns trechos de sua obra Catatau, a qual foi traduzida na íntegra para o castelhano).

Na poesia de Paulo Leminski, por exemplo, a influência da MPB é tão clara que o poeta paranaense só poderia mesmo tê-la reconhecido escrevendo belas letras de música, como Verdura.

Músico e letrista, Leminski fez parcerias com Caetano Veloso e o grupo A Cor do Som entre 1970 e 1989.Teve influência da poesia de Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, convivência com Régis Bonvicino, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Moraes Moreira, Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Wally Salomão, Antônio Cícero, Antonio Risério, Julio Plaza, Reinaldo Jardim, Regina Silveira, Helena Kolody, Turiba, Ivo Rodrigues.

A música estava ligada às obras de Paulo Leminski, uma de suas paixões, proporcionando uma discografia rica e variada.

Entre 1984 e 1986, em Curitiba, foi tradutor de Petrônio, Alfred Jarry, James Joyce, John Fante, John Lennon, Samuel Beckett e Yukio Mishima, pois falava 6 línguas estrangeiras (inglês, francês, latim, grego, japonês, espanhol). Publicou o livro infanto-juvenil ‘’Guerra dentro da gente’’, em 1986 em São Paulo.

Entre 1987 e 1989 foi colunista do Jornal de Vanguarda que era apresentado por Doris Giesse na Rede Bandeirantes;

Paulo Leminski foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Além de escritor, Leminski também era faixa-preta de judô. Sua obra literária tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos. 

Músicas de Paulo Leminski

1. Xixi nas estrelas - Guilherme Arantes (Guilherme Arantes - Paulo Leminski)
2. Decote pronunciado - Moraes Moreira (Moraes Moreira - Pepeu Gomes - Paulo Leminski)
3. Vamos nessa - Itamar Assumpção (Itamar Assumpção - Paulo Leminski)
4. Filho de Santa Maria - Zizi Possi & Marcos Suzano (Itamar Assumpção - Paulo Leminski)
5. Promessas demais - Ney Matogrosso (Moraes Moreira - Zeca Barreto - Paulo Leminski)
6. Verdura - Caetano Veloso (Paulo Leminski)
7. Polonaise - José Miguel Wisnik & Ná Ozzetti (Wisnik - Adem Michiowicz - Paulo Leminski)
8. Valeu - Paulinho Boca de Cantor (Paulo Leminski)
9. Pernambuco Meu - Moraes Moreira (Moraes Moreira - Paulo Leminski)
10. Luzes - Arnaldo Antunes (Paulo Leminski)
11. Além alma - Vania Abreu (Arnaldo Antunes - Paulo Leminski)
12. Dor elegante - Zélia Duncan (Itamar Assumpção - Paulo Leminski)
13. Subir mais - José Miguel Wisnik (José Miguel Wisnik - Paulo Leminski)
14. Reza - Miriam Maria (Zeca Baleiro - Paulo Leminski)
15. Coração de vidro - Ricardo Graça Mello (Guilherme Arantes - Paulo Leminski)
16. (BIS) Xixi nas estrelas - Jair Oliveira(Guilherme Arantes - Paulo Leminski)
 

Stelinha Egg

Stelinha Egg
18/7/1914 Curitiba, PR
17/6/1991 Curitiba, PR

Sua carreira profissional se iniciou na Rádio Clube Paranaense, em Curitiba (PR). Venceu um concurso de melhor intérprete do folclore brasileiro e foi contratada a partir daí pela Rádio Tupi de São Paulo, para onde transeferiu-se logo depois. Na capital paulista trabalhou nas Rádios São Paulo e Cultura. No início dos anos 1940, transferiu-se para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro, onde apresentou-se ao lado de Dorival Caymmi e Sílvio Caldas.

Em 1944, gravou seu primeiro disco, pela gravadora Continental, interpretando a toada "Uma lua no céu... outra lua no mar", de Jorge Tavares e Alaíde Tavares e o coco "Tapioquinha de coco", de Jorge Tavares e Amirton Valim. No ano de 1945, casou-se com o maestro Lindolfo Gaia, que a partir daí trabalharia nos arranjos de suas músicas, e de quem gravou, entre outras músicas, o samba "Não consigo esquecer você", a toada "Mais ninguém", parceria com Eme de Assis e o samba canção "Um amor para amar". Em 1949, gravou de Ary Barroso o samba-canção "Terra seca". Em 1950, gravou o baião "Catolé", de Humberto Teixeira e Lauro Maia. No mesmo ano, foi eleita no Congresso Internacional de Folclore, em Araxá, Minas Gerais, como a Melhor Cantora Folclórica. Em 1952, gravou a rancheira "Toca sanfoneiro", dela e Luiz Gonzaga e a canção "Luar do sertão", de Catulo da Paixão Cearense.

Em 1953, gravou de Dorival Caymmi as canções "O mar" e "O vento". Gravou também do mesmo autor o samba canção "Nunca mais". Em 1954, gravou ainda de Caymmi os batuques "Noite de temporal" e "A lenda do Abaeté". Entre 1955 e 1956 excursionou à Europa, apresentando-se na URSS, França, Polônia, Finlândia, Itália e Portugal acompanhada do maestro Lindolfo Gaia. Em 1956, gravou o xote "O torrado", de Luiz Gonzaga e Zé Dantas e o clássico baião "Fiz a cama na varanda", grande sucesso de Dilu Mello.

Em 1960, gravou na Odeon cantando com o Trio Irakitan a limpa-banco "Entrevero no jacá", de Barbosa Lessa e Danilo Vital. Dedicada ao estudo e pesquisa do folclore brasileiro, gravou diversas composições de domínio público e folclóricas, tais como a toada "Garoto da lenha de Angico", a toada "Boi Barroso", "Samba lelê", "A moda da carranquinha", "Cantigas do meu Brasil" e outras. Gravou o LP "Luar do sertão", com composições de Catulo da Paixão Cearense, Ernesto Nazaré e Anacleto de Medeiros. Gravou diversos LPs dedicados a distintos aspectos da música popular e folclórica, entre os quais: "Modas e modinhas", com modas de viola e modinhas antigas e modernas; "Vamos todos cirandar", com canções de roda; e "Músicas do nosso Brasil", com canções tradicionais brasileiras.

Stellinha Egg
Músicas do Nosso Brasil
1956
RCA Victor
BPL 3022
01 - Luar do Sertão     [Catulo da Paixão Cearense, João Pernambuco] canção    78 rpm 80.0973 - 1952 
02 - Prenda Minha     [Tradicional, adpt. Stelinha Egg] baião    78 rpm 80.0821 - 1951 
03 - Recado a Iemanjá     [Roskilde, Stelinha Egg] toada-baião    78 rpm 80.1265 - 1954 
04 - O Vento     [Dorival Caymmi] canção praieira    78 rpm 80.1189 - 1953 
05 - Baião de Diamantina [Peixe Vivo]     [Henrique de Almeida, Rômulo Paes] baião    78 rpm 80.1087 - 1953 
06 - Lamento Negro     [Constantino Silva "Secundino", Humberto Porto] macumba    78 rpm 80.1318 - 1954 
07 - Lenda do Abaeté    [Dorival Caymmi] batuque    78 rpm 80.1294 - 1954 
08 - O Mar    [Dorival Caymmi] canção    78 rpm 80.1189 - 1953 
09 - Nunca Mais [bonus]    [Dorival Caymmi] samba-canção     78 rpm 80.1265 - 1954
10 - Noite de Temporal [bonus]    [Dorival Caymmi] batuque    78 rpm 80.1294 - 1954


Paulo Soledade


Paulo Gurgel Valente do Amaral Soledade
29/6/1919 Paranaguá, PR
27/10/1999 Rio de Janeiro, RJ

Na década de 1940, atuou como produtor de shows. Em 1950, teve sua primeira composição gravada, a marcha "Zum-zum", com Fernando Lobo lançada por Dalva de Oliveira pela Odeon e grande sucesso do carnaval do ano seguinte. A música abordava o desaparecimento do comandante Edu, Carlos Eduardo de Oliveira, seu grande amigo e colega, freqüentador do "Clube dos Cafajestes", devido a um desastre aéreo. Em 1951, fez sucesso com o samba "Calúnia", com Marino Pinto, na gravação pungente de Dalva de Oliveira. Nesse ano, fez com Fernando Lobo o samba "Longa caminhada" lançado por Francisco Alves na Odeon e os sambas-canção "Penso em você" e "Só eu sei" gravados por Mary Gonçalves na Sinter e, com Marino Pinto, o samba-canção "Se o amor tem raízes", gravado por Dalva de Oliveira. Ainda no mesmo ano, teve a marcha "Rio", com Marino Pinto gravada na RCA Victor pelos Anjos do Inferno e os sambas "Toureiro sou eu" e "Terminemos", com Fernando Lobo, lançados por Lúcio Alves, além do baião "Balança na rede", com Fernando Lobo, gravado por Jorge Veiga, as três na Continental. Ainda em 1951, o cantor Mário Reis, que estava há algum tempo afastado da vida artística, voltou a gravar e lançou pela Continental o samba "Saudade do samba", com Fernando Lobo.

Em 1952, destacou-se com a marcha "Estrela do mar", uma parceria com Marino Pinto lançada por Dalva de Oliveira. Nesse ano, Dircinha Batista gravou, também na Odeon, a marcha-rancho "Noites de junho", com Fernando Lobo e Linda Batista lançou na RCA Victor o samba-canção "Monotonia", com Fernando Lobo. Ainda na RCA Victor Nelson Gonçalves gravou no mesmo ano o baião "Cada um com seu amor", com Fernando Lobo.

Em 1953, Norma Ardanuy gravou na Odeon o samba "Amor de poeta" e Diamantino Gomes, na mesma gravadora, o samba-canção "Ninguém sabe", as duas, com Fernando Lobo. Nesse ano, Linda Batista lançou na RCA Victor o samba "Meu pecado não", com Fernando Lobo, e Aracy de Almeida na Continental lançou o samba "Perdida", com Marino Pinto.

Seu samba-canção "Só você, mais nada" foi gravado por Elizeth Cardoso na Continental em 1954. No ano seguinte, a mesma cantora registrou os sambas-canção "Águas passadas", com Marino Pinto e "Só você...mais nada", este último no LP "Canções à meia luz". Também em 1955, Albertinho Fortuna gravou o samba "Meu jeito de ser"; Emilinha Borba o mambo "Lavadeira"; Jamelão o samba "Lá vou eu" e Risadinha a "Marcha da cartilha", com Sebastião Gomes, as quatro na Continental. Teve ainda nesse ano a música "Quanto tempo faz" gravada por Nora Ney no LP "Canta Nora Ney".

Em 1956, Helena de Lima gravou "Foi você" no LP "Dentro da noite". Fez com João Correa da Silva o samba "Respeito Vila Izabel" gravado na Continental em 1957 por Grande Otelo. Nesse ano, Silvio Caldas gravou o "Poema dos olhos da amada", em parceria com o poeta Vinícius de Moraes, no LP "Serenata". No ano seguinte, Isaura Garcia gravou "Tanto amor" no LP "Foi a noite".

Em 1961, abriu a Boate "Zum-Zum", onde apresentava produções de Aloysio de Oliveira, quase sempre ligadas ao novo movimento musical carioca, a bossa nova, da qual participavam artistas como Silvia Telles, Lenie Dale e Vinicius de Moraes. Data dessa época a marcha-rancho "Estão voltando as flores", que logo se tornaria um hino nas noites cariocas. Ainda em 1961, teve as músicas "Penso em você", gravada por Jonnhy Alf no LP "Rapaz de bem" e " Instante de amor" lançada por Ângela Maria no LP "Quando a noite vem - Ângela Maria, uma voz para milhões".

Em 1962, teve a "Canção de amor " gravada no LP "A voz e o sorriso de Helena de Lima", lançado por Helena de Lima. Para poemas de Vinicius de Moraes, compôs entre outras as músicas "São Francisco" e "Poema dos olhos da amada". Convidado por Carlos Machado, fez a remontagem do espetáculo "Um vagabundo toca em surdina", onde se apresentavam Edu da Gaita e Grande Otelo. Foi o introdutor do enredo e continuidade musical entre os quadros do espetáculo, como em "Coisas e graças da Bahia", no qual participavam Dorival Caymmi e Ângela Maria. Ao lado de Carlos Machado, organizou inúmeros shows em boates como "Feitiço da Vila", onde Sílvio Caldas e Elizeth Cardoso interpretavam com grande sucesso músicas de Noel Rosa.

Em 1968, a música "Fantasia de arlequim", com Augusto Melo Pinto, defendida por Marlene, foi classificada no concurso de músicas de carnaval promovido pelo Conselho Superior de MPB do Museu da Imagem e do Som. No ano seguinte, a música "Ai amor" foi gravada no LP "Uma noite no Drink", lançado por Helena de Lima. Uma de suas composições mais conhecidas, "Estrela do mar", foi regravada por Beth Carvalho no LP "Andança", de 1969; por Marisa Gata Mansa no LP "Marisa", de 1971; por Altemar Dutra no LP "A força do amor", em 1972 e por Maria Bethânia no LP "Drama - Ato nº 3", de 1973.

Em 1980, teve as músicas "O pato" e " O relógio", parcerias com Vinicius de Moraes, lançadas no LP "A Arca de Noé". No ano seguinte, as músicas "O peru"; "O pinguim" e "A formiga", parcerias com Vinicius de Moraes, foram gravadas no disco "A arca de Noé volume 2". Em 1986, Caetano Veloso regravou "Calúnia", com Marino Pinto, no LP "Totalmente demais". Em 1988, Maria Bethânia regravou "Poema dos olhos da amada" no LP "Maria".

Em 1990, no projeto "O som do meio-dia" foi apresentado espetáculo em sua homenagem, no qual suas obras foram executadas. Em 1996, Miltinho regravou "Estão voltando as flores" e Emílio Santiago fez o mesmo no ano seguinte. Em julho de 2001, o crítico R. C. Albin homenageou-o no espetáculo "Estão voltando as flores", com as cantoras do Rádio, em que eram passadas em revistas as maiores divas da era do rádio. O show virou disco de igual título, lançado em 2002 pela Som Livre. No ano seguinte, a música "Estrela do mar" foi regravada por Telma Costa no CD "Tempo bom". Dentre seus sucessos, destacam-se "Estrela do mar", com Marino Pinto, "Estão voltando as flores", "Insensato coração", com Antônio Maria, "Já é noite", com Fernando Lobo e "Sonho desfeito", com Tom Jobim.

CD - Paulo Soledade - Por seus autores e intérpretes
01 - Zum-zum
02 - Quanto tempo faz
03 - Meu pecado não
04 - Terminemos
05 - Estrela do mar
06 - Insensato coração
07 - Só, só, só
08 - Poema dos olhos da amada
09 - São Francisco
10 - Peru - A Formiga - A Cachorrinha
11 - São Paulo
12 - Só você, mais nada
13 - Estão voltando as flores
14 - Volta amor

Download - Paulo Soledade - Por seus autores e intérpretes

Fonte: http://www.dicionariompb.com.br/paulo-soledade

Bambico

Bambico(Domingos Miguel dos Santos)

1944 - Umuarama, PR
1982 - São Paulo 
Considerado um dos maiores violeiros da História da música caipira, é, no entanto, uma figura muito pouco conhecida, já que sua carreira desenvolveu-se principalmente como músico de estúdio. Segundo Pedro Lemos Barbosa, o Pinho, criador e diretor da Revista Viola Caipira, "...se Tião Carreiro é considerado o 'Pelé da Viola', Bambico foi sem dúvida o 'Garrincha dos Violeiros', tendo sido um verdadeiro artista nas artimanhas dos Ponteios". Sua atuação foi fundamental para a criação do pagode sertanejo. Na segunda metade dos anos 1970, formou dupla com Bambuê, com quem gravou dois LPs, "Viola e violão" e "É fogo no fogo". Em 1980, formou, com João Mulato, a dupla João Mulato e Douradinho, gravando os LPs "Saudade de um amor que passa" e "Meu reino encantado". Tocou viola caipira em disco de Tião Carreiro, para quem criou introduções para diversos pagodes, e também em discos da dupla Jacó e Jacozinho. Em 1969, teve suas primeiras composições gravadas pela dupla Jacó e Jacozinho: "Doce de coco" e "Chuva de arroz", parcerias com Moacir dos Santos. No ano seguinte, "Lembrei de ti", com Benedito Seviero, foi gravada por Jacó e Jacozinho, no LP "Mãezinha querida", da Caboclo/Continental. Em 1975, "Canta viola", com Wanderley Martins, foi gravada pela dupla Cruzeiro e Oriente, em disco Phoenix. Em 1977, a toada "Minha vez de cantar", com Dino Franco, foi lançada pela dupla Zé Mineiro e Mirandinha no LP "Terra de Deus", da gravadora Caboclo/Continental, sendo regravada dois anos depois pela dupla João Ferreira e Ferreirense. Em 1978, quatro composições suas, em parceria com Moacir dos Santos, foram gravadas pela dupla Licio e Lina, no LP "Brasil amado" da Sertanejo/Chantecler: "Turma da pesada"; "Ei Paraná"; "Morrer na solidão", e "Você Sabia". Em 1979, lançou o LP solo "Função de violeiro", pela Sertanejo/Chantecler, no qual interpretou "Seleção de Pagodes N° 1", que incluiu os pagodes "Violinha barulhenta"; de Moacir dos Santos e Lourival dos Santos; "Azulão do Reino Encantado", de Lourival dos Santos, Pardinho e Arlindo Rosa; "A viola é meu futuro", de sua autoria; "Meu recanto", de Moacir dos Santos e Joaquim Moreira; "Eu, ela e o cavalo", de Moacir dos Santos e Jacozinho; "João Sem Medo", de Pardinho e Tião do Carro e "Sanfoneiro folgado", de Mário Zan e Motinha. Também no disco: o "Pot-pourri Nº 1", que incluiu as músicas: "Boiadeiro apaixonado" e "Moda da mula preta", de Raul Torres; "Baião da Serra Grande", de Fred Williams e Palmeira; "Sarita", de B. Toledo e Santos Rodrigues; "Brincando com a viola", de sua autoria e José Homero Béttio, e "Ferreirinha na viola", de Rossini Tavares de Lima, com adaptação de Dino Franco; a seleção de pagodes nº 2, com as músicas: "Jogo do amor", de Zezito e Zeca; "Ninho de saudade", de Pardinho e Mairiporã; "Minha vez de cantar", de sua autoria e Dino Franco; "Cavalo enxuto", "Eu acho é bom", e "Pé quente", as três de Moacir dos Santos e Jacózinho; o "Pot-pourri Nº 2", com as músicas "Cabocla Tereza" e "Mourão da porteira", da dupla Raul Torres e João Pacífico, e "Piracicaba", de Newton de Almeida Mello, e, ainda, a "Seleção de pagodes N° 3", com os pagodes "Canta viola", de sua autoria e Wanderley Martins; "Origem da Vila", de Sebastião César Franco e Paulo Roberto Franco; "Sorriso da viola", de sua autoria; "Longa caminhada", sua e de Liu, e "Retirada", de Augusto Toscano, além das músicas "De papo pro á", de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano, "O astronauta", sua e Pedro Jacob, e "Função de violeiro", de sua autoria. Lançou, em dupla com Bambuê, pela Caboclo/Continental, o LP "Viola e violão". Ainda em 1979, teve a música "O destino escolheu assim", com Campanha, interpretada pela dupla Divon e Alan. Em 1982, poucos meses antes de falecer, lançou o LP solo "Brincando com a viola", pela gravadora Chantecler. No mesmo ano, foram gravadas três composições de sua autoria: "A vitrola da vizinha", com Moacir dos Santos, pela dupla Irídio e Irineu, no LP "O menino e a rosa", da gravadora Copacabana, "Aluga-se ou vende-se uma casa", com André e Andrade, pela dupla André e Andrade, no LP "Amando escondido", da Chantecler, e "Milagre do sonho", com Wera Liz e Orlandinho, pelo grupo As Gaivotas, no LP "Gotinha d'água", da gravadora Rodeio/WEA. Como compositor, seu principal parceiro foi Moacir dos Santos, tendo músicas gravadas por duplas como Jacó e Jacozinho, André e Andrade e Irídio e Irineu.

Download - Brincando com a viola

Fonte: http://www.dicionariompb.com.br/bambico/dados-artisticos

Calouros do Ritmo


CAPA E TEXTOS
Texto da capa do CD Remasterizado:
Com todo o gosto e prazer, ouviremos a remasterização do primeiro Iong-play paranaense:AI Saudade!, com os Calouros do Ritmo. Entre 1960 e 1965, Ruy Fernando, Luiz Cezar, Anadir e Rubem - e Pinho, por certo tempo - apresentaram-se semanalmente “ao vivo” na televisão do Estado, revezando-se entre os canais 6 e 12.
As canções eram exaustivamente ensaiadas na casa do meu sogro, Jahyr de Oliveira, com arranjos Intuitivos do Luiz Cezar e do Rubem, belíssimos solos do Anadir que junto ao Ruy Fernando, tornaram o vocal primoroso.
Vários amigos assistiam ao ensaio; dentre tantos, Ari Foatoura, que iniciou na teledramaturgia paranaense, e o jovem Juarez Machado, que fazia a cenografia de estúdio e pintou durante um ensaio, com graxa de sapato, um enorme painel na parede da sala.
O sucesso em limitado pela inexistência de vídeo-tape e de cadela nacional de traiismlssão.Ainda assim, os Calouros do Ritmo obtiveram reconhecimento generalizado, representaram oficialmente o Paraná em eventos culturais nacionais, apresentaram-se no Teatro Guaín&, participaram da Inauguração da TV Coroados de Londrina e cantaram em todos os bailes de gala promovidos pelos dubes de Curitiba. De minha parte, ganhei multas serenatas e os vizinhos saiam à rua para aplaudir.
Passados mais de trinta anos e mesmo exercendo atividades profissionais to distantes e afastadas de mundo artístico, os Calouros do Ritmo são Identificados por seu antigo público e sempre precisam justificar o fim do grupo, explicar detalhadarnente o que fazem e se ainda cantam.
Após desfeito o conjunto, meu marido Ruy Fernando experimentou situações curiosas, como a testemunha distraída que sorria para o juiz e, após admoestada pelo advogado, interrompeu tudo, desculpou-se e perguntou se o juiz não era cantor de televisão. Até um recente governador do Paraná identificou os irmãos juizes, com quem debatia publicamente, como os Calouros do Ritmo, pensando que invocar suas origens os desagradaria.
Pois a iniciativa deste relançamento, mais que uma homenagem pessoal, destina-se justamente a preservar essas origens, que também fazem parte da vida e das lembranças de tantos paranaenses.
(Curitlba-1999) 

Chiaria Elainejusten de Oliveira (esposa de Ruy Fernando)
Texto da Capa do LP Original: 
Para um Disc-Jockey, que diariamente organiza programas para Rádio e Tv é agradável incluir em seu esquema de trabalho produções de alto nível, em particular, quando elas provêm de gente nova com um futuro esplendoroso pela frente… Típico exemplo se materializa no conjunto “CALOUROS DO RITMO”.
Quatro rapazes do mais alto nível social, idealistas e possuidores de naturais intuições artísticas que, em pouco tempo, atraíram as solicitações gerais, e daí por diante foi um passo o seu ingresso no Rádio e TV onde militam e constituem as melhores audiências, há mais de um ano meio.
São quatro vozes altamente harmoniosas, que mais se parecem com as de veteranos. Todos jovens e universitários, que dão um colorido todo especial a esta cidade universitária. Vamos conhecê-los?
ANADIR DJALMA SALLES, solista;
RUBEM ROLIM, solista;
LUIZ CEZAR DE OLIVEIRA e
RUY FERNANDO DE OLIVEIRA. 

Quanto à seleção musical, pelas pesquisas observadas e que concordamos plenamente, é da melhor qualidade possível. Números novos e sucessos já consagiaelos, que galgaram o mais alto degrau da popularidade. Por exemplo: “Suave é a Noite”, que os Calouros do Ritmo apresentam cbm uma nova roupagem; “Que Lindo Dia Vamos Ter”, singela e antiga canção que deleitou nossos pais e continuará deleitando a atual e futuras gerações. Temos certeza’ “Horóscopo”, que todos vocês conhecem no ritmo de samba-canção, agora se apresenta em ritmo de bolero, gênero tão apreciado e difundido em nosso país.Afora tudo isso, frisamos com bastante bairrismo, que as demais peças escolhidas são inteiramente paranaenses, como também o é a foto da capa deste LP, traduzindo tudo de belo e poético que existe na Terra dos Pinheirais. 

INAMI CUSTODIO PINTO
Poderíamos comentar a beleza da harmonia e dos arranjos vocais e instrumentais, música por música; porém, preferimos guardar a surpresa para quando vocês escutarem o disco e constatarem por si mesmos.
Não poderíamos deixar de agradecer à equipe da Copacabana-Discos, pela oportunidade que nos ofereceu em podermos apresentar ao Brasil nossos artistas, nossas músicas e, principalmente, nosso primeiro LP Paranaense; bem como, ao maestro Hervé Cordovil, pelo esmero e carinho com que harmonizou as onze faixas, a nossa eterna admiração e o nosso melhor muito obrigado!
Finalmente, nossos parabéns ao Inami, que tanto conheço e acompanho sua luta em levar ao disco nossos valores, as coisas boas que existem em nosso Paraná, e por se constituir, agora, no mais jovem produtor da etiqueta Copacabana e, ainda mais, pelo esmero na escolha das melodias, capa e demais fatores que, tenho certeza, farão deste LP um SUCESSO.
Este seu comentarista, que há tantos anos milita na difícil arte que é a fonografia e que por centenas de vezes leu, lê e relê as contracapas de discos, sente-se feliz pela primeira vez em comentar e escrever uma contracapa, principalmente deste disco, O PRIMEIRO DISCO PARANAENSE, uma das coisas boas que o Paraná pode oferecer ao público discófilo do Brasil.
Se concordarem comigo, considerar-me-ei realizado no mister que há muitos anos me foi confiado. Bem, creio que já falamos o necessário.VAMOSAO LP!
Curitiba, 1963 

AZOR SILVA
(Disk-Jockey Paranaense)
Produtor: INAMI CUSTÓDIO PINTO
Orquestração: HERVÉ CORDOVIL
Foto Capa:JOSÉ KALKBRENNER FILHO
 
Eis um pouco, do muito, que fizeram por nossa música, por nossa arte, os notáveis “Calouros do Ritmo”. Mais uma vez, agradecimentos ao auxílio para a elaboração deste material, aos companheiros João Arnaldo de Oliveira e José Trindade.

Download - Ai Saudade! 
Saiba Mais Sobre os Calouros do Ritmo:http://www.josedomingos.com.br/2010/03/%E2%80%9Cvelhos-tempos%E2%80%9D-%E2%80%9Crecordar-e-viver%E2%80%9D-calouros-do-ritmo-um-otimo-conjunto/comment-page-1/

Waltel Branco


De uma família em que a música fazia parte, iniciou-se nesta arte já muito cedo, por meio da bateria, do violão e posteriormente do cavaquinho e violoncelo, vindo ainda a estudar harpa e órgão. Sua infância e adolescência foi marcada pelo estudo da música e religião alternando entre as cidades de Curitiba e Rio de Janeiro. Seus estudos musicais se consolidaram no período em que esteve no seminário com o chileno Joquín Zamacois. Entre seus mestres da época, nomes como Bento Mossurunga, Padre José Penalva, Jorge Koshag, Stanley Wilson e Alceo Bocchino contribuíram para sua formação.

fonte:Wikipédia

Download - Meu Balanço

Saiba Mais Sobre o Waltel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Waltel_Branco/
http://waltelbranco.blogspot.com/


Lápis


Lápis (Palminor Rodrigues Ferreira)

Cantor. Compositor. Nascido no bairro Mercês, de Curitiba. O pai era carioca e reunia a família para cantoria caseira. Aos 11 anos, tocava pandeiro no "Programa Ciranda Infantil", ao lado do Regional do Zé Pequeno, na Rádio Marumbi. Em 1958, formou com alguns amigos o grupo Tryanon, que se apresentava em clubes do bairro em que morava. Em 1961, entrou para os Correios e Telégrafos. Segundo João Carlos de Freitas, em texto da Revista Música Brasileira nº 16: "a origem do apelido de Lápis deve-se ao fato de que era preto e fino".
fonte:Cravo Albin

Parte 1
01 estranha saudade
02 abertrura e apelido
03 vestido branco
04 primeiras saídas
05 silêncio
06 razão para a lua voltar
07 onde ela mora

Parte 2
08 paticumbá
09 dia de arlequim
10 que pena
11 lençol de flores
12 amor na manhã de sol
13 linha de umbanda
14 meu paraná

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